Dogue Alemão, Dinamarquês, Alano, Great Dane. São muitos os nomes para definir o mesmo cão. Se isso acontece, é pela discussão histórica em torno da origem da raça.
Qual a origem do Dogue Alemão? Para alguns, um distante descendente do Mastiff Tibetano, trazido para a Europa pelos povos asiáticos antes da Idade Média (é por isso que, na Italia, o Dogue Alemão se chama "Alano", o cão da tribo dos Alani).
Quando os inglêses viram pela primeira vez um cão parecido com o Dogue Alemão acompanhando tribos originárias de territórios que formam hoje a Alemanha, apelidaram esse cão de "Great Dane". Não por ele vir da Dinamarca, mas pela sua grande estatura e pelo fato de que sua côr era inicialmente dourada- tão dourada quanto a dos cabelos dos habitantes do reino da Dinamarca.
É na Idade Média que um cão mais próximo do que é hoje o nosso Dogue Alemão aparece em pinturas e tapeçarias. É também nessa época que surge a hipótese de que o Dogue Alemão é o cruzamento do Molosso com o Galgo, na tentativa de se criar uma raça de cães excepcionalmente fortes e velozes, para a caça de porcos selvagens e para o combate. Na Alta Idade Média, começa a haver uma diferenciação entre os Dogues "de caça", os Dogues "de combate" e os Dogues "de companhia". Surgem as diversas côres que conhecemos hoje: dourados, tigrados, pretos e arlequins.
Tão importante quanto estudar a origem do nosso Dogue Alemão é entender que tipo de cão ele é hoje. A função do cão de caça se perdeu ao longo dos séculos, e o Dogue se transformou pouco a pouco num guardião atento e equilibrado- e num excepcional cão de companhia.
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